Justiça pede esclarecimentos a mais 18 empresas sobre encontros com candidatos no ES
Após uma nova ação, a Justiça Eleitoral está pedindo esclarecimentos a mais 18 empresas e cooperativas do Espírito Santo sobre encontros políticos com funcionários dessas unidades. A solicitação é para apurar a ocorrência de crime de assédio eleitoral e abuso de poder econômico que poderiam ter sido praticados por candidatos que participaram das reuniões. Outro episódio já havia sido registrado no mês passado.
Desta vez, a ação foi proposta pela coligação "Agora é o Futuro", do candidato Ricardo Ferraço (MDB), que disputa a reeleição para o governo do Estado, contra Lorenzo Pazolini (Republicanos) e a vice dele, Eliane Leal (PL), concorrentes diretos ao Palácio Anchieta.
Para apurar as supostas irregularidades, o desembargador Arthur José Neiva de Almeida, corregedor regional eleitoral, em decisão publicada na última segunda-feira (7), requisitou informações às empresas, embora não sejam elas o alvo de investigação. Entre outros dados sobre os encontros, devem responder aos seguintes questionamentos:
- vínculo dos participantes das reuniões com a empresa, isto é, se eram funcionários, prestadores de serviços ou se tinham outro tipo de relação;
- se o encontro aconteceu no horário de expediente e a duração;
- quem foi o responsável por organizar, autorizar ou promover a visita na empresa;
- de que forma os funcionários foram informados, convidados ou convocados para o encontro, devendo as empresas enviar cópias de convites, circulares, e-mails ou mensagens internas caso existam;
- se houve alguma orientação, recomendação ou solicitação por parte da chefia ou da direção da empresa para que os funcionários participassem do encontro, ou se a participação foi voluntária;
- também devem informar se houve manifestação política durante o encontro, com pedido explícito de voto, apoio eleitoral, apresentação de propostas, ou uso de materiais de campanha como bandeiras e adesivos.
