ES em Ação cobra apuração sobre autoridades no Caso Master
O Espírito Santo em Ação divulgou um manifesto nesta sexta-feira (4) em que manifesta preocupação com as recentes notícias envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e outras autoridades da República no contexto do Caso Master.
No documento, a entidade defende uma apuração rigorosa dos fatos, transparência e o funcionamento dos mecanismos constitucionais de fiscalização e controle. Segundo o manifesto, a atuação de integrantes do Judiciário deve ser pautada por ética, imparcialidade, independência e responsabilidade institucional.
Para o Espírito Santo em Ação, a confiança da sociedade no Judiciário depende não apenas da fundamentação jurídica das decisões, mas também da manutenção do distanciamento e da independência dos magistrados.
“Nenhuma autoridade está acima da lei”, afirma a entidade no manifesto. O texto sustenta que eventuais desvios de conduta, abusos ou irregularidades devem ser investigados e, caso sejam comprovados, resultar na responsabilização dos envolvidos, independentemente do cargo ocupado.
Entidade pede que caso não contamine debate eleitoral
O Espírito Santo em Ação também afirma que o assunto precisa ser esclarecido com urgência para evitar que as discussões relacionadas ao Caso Master contaminem o debate político durante o período eleitoral.
No manifesto, a entidade cita temas que considera prioritários para o país, como educação, segurança, saúde, retomada do crescimento econômico, reforma administrativa, equilíbrio fiscal e aumento da competitividade.
O grupo também defende que o debate sobre uma eventual reforma do Poder Judiciário seja enfrentado durante o período eleitoral.
A entidade afirma ainda que sua manifestação não tem como objetivo defender pessoas ou grupos específicos, mas princípios relacionados à ética pública, à Constituição, à independência entre os Poderes e à credibilidade das instituições.
Ao final, o manifesto resume a posição da entidade em quatro pontos: “A magistratura exige imparcialidade. A República exige transparência. A sociedade exige respostas. E a responsabilidade exige consequências.”
