O que é meningite bacteriana, doença que matou bebê no ES
Um bebê de 7 meses morreu após ser diagnosticado com meningite por Haemophilus influenzae no Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), no Espírito Santo. A informação foi confirmada pela Secretaria da Saúde (Sesa), que informou que, apesar da adoção imediata das medidas assistenciais indicadas, o quadro clínico da criança evoluiu rapidamente de forma desfavorável.
Segundo a pasta, equipes técnicas do Estado e dos municípios atuam na identificação e no monitoramento de pessoas que tiveram contato próximo com o paciente, com adoção de quimioprofilaxia, quando indicada, além da atualização da carteira de vacinação.
A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que revestem e protegem o cérebro e a medula espinhal. A doença pode ser causada por vírus, bactérias, fungos ou parasitas, mas a forma bacteriana é uma das mais graves, porque pode evoluir rapidamente e levar a complicações severas em pouco tempo. No caso registrado no Espírito Santo, a infecção foi causada pela bactéria Haemophilus influenzae, que pode provocar quadros invasivos, especialmente em bebês e crianças pequenas.
Os sintomas variam conforme a idade e o agente causador. Em geral, a doença pode causar febre, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço, náuseas, vômitos e sensibilidade à luz. Em bebês, porém, os sinais podem ser menos específicos, como irritabilidade, choro persistente, recusa para mamar ou se alimentar, vômitos, sonolência e moleira inchada. Em casos graves, podem surgir convulsões, dificuldade para acordar, confusão mental e manchas vermelhas ou arroxeadas na pele.
A transmissão, nas formas bacterianas, geralmente ocorre por contato próximo, por meio de gotículas respiratórias expelidas ao falar, tossir ou espirrar. Por isso, quando um caso é confirmado, as equipes de saúde fazem o rastreamento de pessoas próximas e avaliam a necessidade de medicação preventiva.
A meningite bacteriana é considerada uma emergência médica. O tratamento precisa ser iniciado rapidamente, com antibióticos e suporte hospitalar, porque a rapidez no atendimento pode reduzir o risco de sequelas e morte. Mesmo quando há recuperação, a doença pode deixar consequências importantes, como perda auditiva, convulsões, dificuldades cognitivas e outros danos neurológicos.
A principal forma de prevenção é a vacinação. No Sistema Único de Saúde (SUS), o calendário inclui imunizantes que ajudam a proteger contra diferentes tipos de meningite bacteriana, entre eles a vacina penta, que protege contra o Haemophilus influenzae tipo b.
De acordo com a Sesa, até a semana epidemiológica 13 deste ano, encerrada em 4 de abril, o Espírito Santo notificou 259 casos suspeitos de meningite. Desse total, 57 foram confirmados e 13 mortes registradas.
A secretaria ressaltou ainda que não divulga informações de prontuário em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
