Inadimplência: ES tem 33,9% de pessoas endividadas

Por Redação | 07/04/2026 14:06

Inadimplência: ES tem 33,9% de pessoas endividadas

    O Espírito Santo iniciou 2026 com 33,9% da população em situação de inadimplência, ao mesmo tempo em que o Brasil alcançou um recorde histórico, com 80,2% das famílias endividadas em fevereiro, segundo dados recentes de entidades do setor.

 

    No estado, o índice representa uma redução em relação ao fim de 2025, quando a taxa era de 35,7%. A queda também foi acompanhada pela saída de 76,9 mil capixabas da condição de negativados apenas no início do ano, conforme levantamento do Connect Fecomércio-ES com base na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).

 

    Apesar do recuo local, o cenário nacional aponta aumento do endividamento. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, 80,2% das famílias brasileiras declararam possuir algum tipo de dívida em fevereiro, o maior patamar já registrado pela série histórica. No mesmo período, apenas 19,7% afirmaram não ter dívidas.

 

   Outro indicador em alta é o da inadimplência, que atingiu 29,6% das famílias no país, após três meses consecutivos de queda. Já o percentual de consumidores que declararam não ter condições de quitar débitos em atraso ficou em 12,6%.

 

    Levantamento da Serasa aponta que o país chegou a 81,7 milhões de pessoas com o nome negativado em fevereiro de 2026, consolidando o maior volume já registrado.

 

    Os dados também indicam aumento no tempo médio de atraso das dívidas, que alcançou 65,1 meses, além do crescimento da parcela de inadimplentes com débitos superiores a 90 dias, que chegou a 49,5%. Em relação ao comprometimento da renda, 19,5% dos consumidores afirmaram destinar mais da metade dos ganhos ao pagamento de dívidas.

 

    Ainda segundo a pesquisa, a maior parte das famílias brasileiras (56,1%) compromete entre 11% e 50% da renda com dívidas, enquanto o comprometimento médio ficou em 29,7% em fevereiro.

 

    O levantamento também mostra avanço das dívidas de longo prazo, que atingiram 32,9% dos casos, indicando alongamento dos prazos de pagamento.